Paraíso pode ter racionamento de água

SÃO S. DO PARAÍSO (MG) - O gerente distrital da Copasa em São Sebastião do Paraíso, engenheiro Flávio Bócoli, garantiu que não há risco de racionamento de água no município e região, apesar de em outras partes do país estar ainda sofrendo as consequências da seca prolongada e que as chuvas dos últimos dias não sanaram. Segundo Flávio, o distrito da Copasa é responsável por 28 cidades no entorno e nenhuma delas vão ficar sem abastecimento.
“Ao longo dos últimos oito anos desenvolvemos um trabalho de cercamento das nascentes, de áreas de proteção nos arredores dos mananciais, plantação de mudas, recuperação de estradas rurais com instalação de caixas secas e proteção dos mananciais que abastecem a cidade. Isso foi realizado pela Copasa em parceria com Emater, Codema e IEF e garantiu o abastecimento de água”, explicou o gerente.
Flávio garantiu que não houve nenhuma baixa significativa nos níveis dos mananciais que abastecem a cidade, como a principal captação do rio Santana, e dos dois córregos menores, Liso e Pilões. “Nossos técnicos fazem, de seis em seis meses, um acompanhamento ao longo de nossas bacias para verificar, por exemplo, o que o produtor está plantando, o que está sendo jogado nos rios, com análise da água. A qualidade também não foi comprometida em nenhum momento”, ressaltou.
O período crítico de seca, em todo o ano, acontece em agosto e setembro. Porém, neste ano, houve uma inversão de período de seca, acontecendo em dezembro, janeiro e fevereiro e isso causou um pico critico nos bairros do alto da cidade, principalmente nos fins de semana, quando aconteceram as mais altas temperaturas e houve alguma falta de água.
Economia
Flávio disse que nem por isso as pessoas devem usar a água sem qualquer controle. “É preciso atentar de que a preservação é fundamental. Não deixar a torneira aberta, não usar mangueira sem o bico dosador, entre outros cuidados, é fundamental. Muitas casas fazem ligação direta da rua, mas eu aconselho a ter pelo menos um reservatório pequeno para não correr o risco de ficar sem em momentos mais cruciais”.
Jornal o Sudoeste